quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

5 meses!

Ah caozinho... como vc me faz falta! Como me fez falta esse último mês...
Acho que foi a viagem que me deixou assim, com mais saudades por ter que deixar a Peny em casa...
Não tive coragem de colocá-la no hotel sozinha, visto que todas as outras vezes ela ficou com o irmão e dessa vez ela ficaria sozinha... não era justo com ela e não fiz! Por pouco não viajei mas dois tios vieram cuidar dela e minha pequena além de muito bem cuidada também foi muito mimada!!
Mas a saudade do Pery esse último mês me doeu muito!! Foi primeira vez que viajei depois que ele se foi e me senti meio perdida, como se estivesse fazendo algo errado, como se me divertir, espairecer e relaxar um pouco a cabeça fosse algo proibido...
Claro que tenho consciência das coisas que penso e que aqui posto, mas ainda vai demorar um pouco a me sentir menos culpada ou menos responsável por tudo!
Sou mais medrosa, mais cuidadosa, mais protetora demais da conta...
Sei que com o tempo as coisas se ajeitam, se acomodam... mas ainda é muito difícil lidar com esse tipo de sentimento, como com tantos outros inexplicáveis que acontecem sempre...

A vida segue, o mundo continua girando, o tempo não para!!!

Saudades eternas meu cãozinho lindo..

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Lá se foram já 4 meses!

E lá se vão 4 meses que o meu pequeno foi embora, nos deixando cheios de saudades e muitas lembranças!
Não existe um dia que seja que não falamos dele em casa, que não pensamos nele com carinho e o imaginamos no "céu" aprontando todas e fazendo todo mundo muito feliz!

Acho que hoje não "sofro" mais os horrores de meses atrás por sonhar com ele sempre... nesse último mês acho que sonhei com ele mais do que a vida inteira... e sonhos muito reais, muito intensos... isso me faz passar o dia mais tranquila, menos saudosista e mais conformada com as coisas.

Definitivamente não quero outro cachorro em casa além da Peny. Ela ainda sente muita falta do irmão, olha e chora pra foto dele na parede de vez em quando. É muito triste vê-la tristinha pelos cantos sentindo falta de correr atrás do irmão, de encher o saquinho dele, empurra-lo para brincar ou puxar o rabo dele pra sair da cama dela. Era pura alegria que hoje não vemos com tanta frequência, por mais que façamos muita companhia a ela.

Evito muito o assunto fora de casa, ou fora do blog. AInda existem muitas pessoas que não entendem o que passamos e a saudade que sentimos. Acham bobagem, exagero ou sei lá o quê. Prefiro guardar pra mim e divido somente com quem realmente partilha os mesmos sentimentos que eu.

Daqui uns dias vamos viajar e minha cabeça não para por deixa a Peny. No hotel não vamos deixar... por tudo. O nosso vizinho que a adora vai cuidar dela deixando ela em casa mesmo mas o coração fica pequenininho por pensar em deixá-la... ai ai... Os dias passam e eu me apego mais a mim mesma, aos meus e às coisas que tanto amo. O medo de perder se tornou algo imensurável...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

3 meses


Nossa, já se passaram 3 meses desde que meu cãozinho se foi e hoje posso dizer que em casa as coisas melhoraram em vista da tristeza profunda que assolou a todos.
A Peny adquiriu algumas rotinas do Pery como o ciúme do pai comigo. Toda vez que ele chega perto de mim ela grita e sai correndo pra ficar entre nós dois. Não é como o Pery na época em que ele nos atacava de raiva... é de forma sofrida e fui ler sobre isso.
O cachorro tem bastante ciúme das pessoas que gosta e, principalmente, se ele se sentir um pouco “dono” delas. É muito comum o cachorro estar do seu lado e, quando alguém vai conversar com você, ele partir pra cima, agressivamente, ou fazer muito barulho. A melhor coisa a se fazer neste caso é mostrar ao cão que ele não é seu dono. Para isso, dê broncas nele quando mostrar esse comportamento agressivo. É importante ressaltar que quem deve dar a bronca é a pessoa que está sendo protegida e não a que está sendo atacada. Por exemplo: se uma amiga chega na sua casa e o cachorro tem ciúme dela, quem deve dar a bronca é você e não ela. A amiga tem que transformar sua aproximação em algo agradável para o cão. Sempre que ela chegar na sua casa, peça pra ela fazer bastante carinho no cachorro e se possível dar um petisco. Assim ele vai associar a chegada da mulher a algo agradável. (direto do blog do Dr Pet)
Por outro lado ela ficou mais sociável com outras pessoas principalmente com homens (ô cachorrinha safada). Pode até ser um homem que vem em casa pouquíssimas vezes, mas ela deita e pede carinho na horas... enquanto que, qdo recebemos visitas de alguma mulher, ela primeiro reage negativamente mas depois, se for já alguma amiga, ela vai dar beijos...

Hoje quero falar sobre o um problema que foi muito comum ao Pery a vida toda mas nunca achamos ser um problema propriamente dito mas é!
Como ficamos sabendo depois que o Pery se foi, ele sofria de artrose há muitos anos e provavelmente desde pequenininho por causa das lambidas constantes nas patinhas. Como nunca imaginamos isso e não conversávamos sobre isso com o veterinário, nunca investigamos mais profundamente e sempre achamos ser somente stress pela nossa ausência em casa.
O Pery lambia tanto as patas que por muitas vezes tive que passar a pomada "quadriderm" nele para evitar que os machucados piorassem. Segundo a última veterinária dele, isso já era um indício de artrose e poderia ter sido tratada sem que chegasse onde chegou...
Eu acredito também que esse vício dele foi piorado por ficar sozinho, motivo pelo qual pegamos a Peny pra fazer companhia pra ele. As lambidas melhoraram muito, mas tinha dias, e isso já aqui em Brasília, que ele lambia compulsivamente... não conseguia parar de jeito algum até que eu intervia com alguma outra distração... nessas horas eu tinha muito medo dele se machucar quando não estivéssemos em casa...
Para evitar que outras pessoas sofram o que sofremos com o Pery, andei pesquisando o assunto, e seguem informações relevantes:
O surgimento dos distúrbios compulsivos ocorre quando o animal se encontra em situações de estresse, frustração, conflito, ansiedade ou falta de situações apropriadas para extravasarem sua energia. Quando juntamos estes fatores com o tempo e uma predisposição genética do animal, podemos considerar que existe um comportamento compulsivo. Esses comportamentos, como o de lamber em demasia suas patas, pode ser a forma que o animal encontrou para se acalmar.
A maneira como o dono lida com a situação pode contribuir muito para o problema persisti. Por isso, muita atenção! É importante saber que, brincadeiras, petiscos e carinho dados enquanto o cachorro se lambe podem recompensar o comportamento. Broncas diretas também podem significar atenção dada ao bicho. Se os donos se mostrarem ansiosos ou perturbados, isso pode também aumentar o estresse e ansiedade do cão.
Uma modificação ambiental pode ser de extrema importância, fazendo com que o animal gaste seu tempo interagindo de maneira adequada no local em que vive. Uma dica eficiente é esconder petiscos pela casa, a fim de estimular a investigação e exploração, ou então fornecer a refeição do animal dentro de uma garrafa PET, para que ele trabalhe para retirar os grãos de ração de dentro. (blog Dr Pet)

Se você faz tudo direitinho e seu cão continua com esse problema, consulte seu veterinário de confiança e peça a ele exames detalhados sobre a saúde óssea do seu cão.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

2 meses


E já se passaram dois meses desde que nosso cãozinho foi para o jardim próximo a Ponte do Arco-Íris... e prefiro pensar que ele está lá esperando por nós e que nos encontraremos quando tiver que ser...


Sonhei com ele uma outra noite e acordei com muita saudade... olho os quadrinhos da sala onde ele está em várias fases da vidinha dele e sinto o calor do seu corpinho, o quão macio era seu palo e vejo ainda seus olhinhos ternos me pedindo carinho... ai que dor que dá nessas horas...


A vida continha e sendo assim, hoje, já com os dois meses passados temos nos recuperado em casa. Peny é a alegria dos nossos dias e já está sentindo menos falta do irmão, apesar de passar um bom tempo olhando as fotos na parede...


A saudade do Pery vai ser eterna, eu sei... mas a dor insuportável passou. Sinto aquela dor no peito sempre que falo dele, mas se transforma em alegria quando lembramos o quando conosco ele foi feliz.


Estou ainda pensando se continuo escrevendo o que foram os meses entre março e julho quando ele se foi... foram meses tão tristes e sofridos que ainda não resolvi...


Meu cãozinho era lindo, esperto, feliz, inteligente e lembrar dele neste último estágio é realmente sofrido... não era ele... Então ainda preciso resolver isso...


segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A Ponte do Arco-Íris

Neste lado do Paraíso existe um lugar chamado Ponte do Arco-Íris. Quando um animal morre, aqueles que foram especialmente queridos por alguém vai para a Ponte do Arco-Íris. Lá existem campos e colinas para todos os nossos amigos especiais pois assim podem correr e brincar juntos. Lá existe abundância de comida, água e raios de Sol. Nossos amigos estão sempre aquecidos e confortáveis.
Todos os animais que já ficaram doentes e velhinhos estão novamente com saúde e vigor; aqueles que foram machucados ou mutilados estão perfeitos e fortes novamente, exatamente como nós nos lembramos deles nos nossos sonhos, dos dias que já se foram.
Os animais estão felizes e alegres, exceto por uma coisinha. Cada um deles sente saudades de alguém muito especial, alguém que foi deixado para trás. Todos eles correm e brincam juntos, mas chega um dia em que um deles para de repente e olha fixo a distância. Seus olhos brilhantes estão atentos, seu corpo impaciente começa a tremer levemente. De repente ele se separa do grupo e corre tão depressa que voa por sobre a grama verde; sempre mais e mais rápido.
Você foi visto e, quando você e seu amigo especial finalmente se encontram ficarão unidos num reencontro de alegria, para nunca mais se separar. Os beijos de felicidade vão chover na sua face; suas mãos vão novamente acariciar aquela cabecinha tão amada; e você vai olhar mais uma vez dentro daqueles olhinhos cheios de confiança, que há muito haviam partido da sua vida, mas que nunca haviam se ausentado do seu coração. Aí então, vocês dois juntos, cruzarão a Ponte do Arco-Íris.

Desde o dia em que recebi essa história creio ser assim que reencontrarei o Pery... correndo e brincando com vários amiguinhos, esperando por sua família e juntos, atravessaremos a Ponte.

6 semanas!!

Hoje fazem 6 semanas e essa semana fizemos uma visita a uma "tia" distante mas que mora em Brasília. Entre tantos assuntos ela também disse ter perdido o cãozinho da família há menos de um mês e contou a história de como ele ficou. Impressionante como as histórias são parecidas com a do Pery, embora não fosse o mesmo problema...
Fiquei pensando naquelas pessoas que não sabem o que é amar um bichinho da forma que amamos, que não sabem o que é viver por eles, o que é sofrer por eles quando se vão. Se não entendem podiam ao menos respeitar... e foi isso que essa "tia" falou também, expressando o que tanto pensamos quando estamos junto de pessoas que não tem cães ou outro bichinho de estimação.
Essa tia está sofrendo bastante também, ela e o dono real do cão... e me coloquei no lugar dela e juntas choramos... na frente de todos que estavam perto, claro.

Hoje fazem 6 semanas, sei que ele está bem no céu dos cachorros, sei que não sofre mais, se diverte com outros cachorros... e pensar nisso me traz até certa paz ao coração.

Claro que hoje não sofro como antes, que a saudade substitui o sofrimento daqueles dias terríveis de antes e depois da partida dele... mas ainda estou num estado esquisito na minha cabeça, onde pouca coisa, além da minha família, importa. Deixei de fazer várias coisas que antes considerava realmente importante e me propus a outras coisas que envolvem minha família, mais tempo e com mais dedicação. Penso que hoje é minha prioridade...

Hoje fazem 6 semanas... mas na minha cabeça já aconteceu tanta coisa que me sinto um ano depois...
Sinto muita saudade do meu bebezão... ainda o escuto pela casa, tropeço em um cobertor no meio do caminho que já não existe, me pego indo preparar a comida dele no meio do dia.. ainda é mto recente, mas já não me dói como antes...

O amor é eterno... nós 3 ficamos bem mais unidos do que antes... como sempre, uma situação de trauma une ainda mais nossa família... pequena mas muito unida... AMEM...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Um mês!

E se passou um mês desde que meu cãozinho se foi pro outro lado.
Penso que hoje ele está bem e feliz, olhando pra nós e agradecendo por termos feito o melhor por sua saúde física e mental.
Ainda imagino como teria sido se não tivéssemos viajado pra SP no feriado de junho... mas infelizmente ainda não conseguimos voltar o tempo e fazer coisas diferentes... importante mesmo é que fizemos de tudo por ele enquanto conosco esteve e, se pudesse, voltaria e faria de novo, tudo por ele!

A saudade dele é enorme... ainda escutamos o chorinho dele pela casa, as patinhas andando e vemos o vulto dele passando por nós. Eu ainda sinto seu pelo macio nos braços e pernas, ainda sinto o cheiro dele e choro baixinho de saudades a noite no banho, ou de madrugada, quando acordo ouvindo ele no quartinho.

Essa dor imensa vai passar, eu sei... temos vivido nossa vida com a Peny e evitamos pensar no futuro dela... apesar de inevitável.

Quero hoje e agora, virei imediatista...

Feliz? ainda não... conformada com o que aconteceu e consciente de que fizemos tudo que podíamos para vê-lo bem até o fim.


Por ele criamos uma área de saudades em casa:

Hoje fazem 5 semanas... e o amor nunca irá diminuir... Cãozinho, pra sempre!!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Fevereiro / 2010

E resolvemos passar então o carnaval no Rio. Descansar um pouco, rever a família, pegar uma praia, enfim... curtir!! Ahhh se a gente soubesse o que vinha a seguir...


Voltamos com o Pery internado na clínica com soro e sem levantar. Não pude vê-lo no dia que chegamos e nem no dia seguinte, somente no outro e o que vi me apavorou: meu cãozinho estava praticamente morto! Quase não o reconheci deitado de tão magro e sem vida que ele se encontrava. Só visitas pude fazer até completar uma semana de internado. Ele estava muito fraco, os pêlos antes fartos e brilhantes, se soltavam mas minhas mãos, como bolas de algodão preto. Ele não ficava de pé e chorava pedindo meu colo. Segundo o Dr. Ricardo ele ficou anêmico da noite para o dia, as plaquetas novamente abaixaram a níveis críticos. Niguém sabia se ele sobreviveria àquela crise.


Íamos diariamente visitá-lo na clínica e a Peny ficava em casa esperando que o irmão voltasse. Andava irritada e ansiosa. Era um reflexo nosso também, claro. Toda aquela loucura de não saber o que iria acontecer estava novamente destruindo a paz da casa. Como é que pode um serzinho tão pequeno influenciar a vida de algumas pessoas e dessas outras e outras...


Meu trabalho, na minha opinião, andava um lixo... eu não queria sair de casa, na verdade não queria sair da minha cama e aproveitava o chuveiro para chorar, chorar e chorar... Chorava com o coração apertado de possivelmente perder meu companheirinho tão querido. Sentimento egoísta visto o sofrimento dele... mas ainda sim um sofrimento absurdo e antecipado.


Voltei a fazer Coaching mas nem isso me deu o alento que precisava naquela hora. Eram sessões visando meu futuro profissional mas não conseguia me concentrar em nada, só no que passava em casa. Chegou uma hora em que me senti impotente e tendo que escolher entre ter o Pery vivo ou morto... Sim, simples assim pois, se ele não melhorasse eu teria que obrigatoriamente livrá-lo de toda essa dor e sofrimento pedindo ao vet. dele que o sacrificassse, mesmo que isso significasse morte de uma parte de mim também...

Felizmente e depois de horas de orações nossas e da Magda para São Francisco de Assis, Pery voltou para casa depois de uma semana de internação. Voltou magrinho com pouquíssimo pelo no corpo mas voltou andando devagarinho e feliz de poder estar entre nós!! Que alegria!

Foi um período muuuuuuuito difícil, não posso negar! Sair para trabalhar diariamente e deixá-lo em casa sozinho com a Peny sem saber se ele precisava de alguma coisa ou se sentia algum tipo de dor ou desconforto era terrível! Sorte minha era ter o marido que tenho e que volta e meia voltava pra casa e fazia companhia para os dois e saia com eles para um passeiozinho ao sol e dava os remédios na hora certa. Era um verdadeiro PAI... lindo de ver!

E melhorando, finalmente, ele foi...




quarta-feira, 4 de agosto de 2010

21 dias

Hoje fazem 21 dias que meu bebezão se foi. Não sei porque mas hoje foi particularmente dolorido pensar nele... ouvi passos dele, ouvi seu choro, percebi ele caminhando pela casa enquanto eu passava roupa. Isso me doeu demais!
Não sonhei com ele nenhum dia até hoje desde que ele se foi mas tenho sonhos horríveis com cachorros sendo maltratados perto de mim, inclusive a Peny!

Acordo e rezo para que ele esteja bem lá no céu dos cachorros e que agora esteja olhando por nós aqui embaixo e sorrindo ao nos observar falando nele todos os dias.

Peny anda cabisbaixa de novo. Há dias não quer brincar com a bola, só brinca um pouco acho que para me agradar um pouco... Pede carinho o tempo todo e quer colo como nunca pediu antes.

Olho para ela e penso se ela entende o que houve ou ainda espera que o irmão volte pra casa...


Mas hoje vim também contar coisas sobre o Pery, coisas que passamos nos últimos tempos dele... como eu havia falado no começo do blog, eu queria passar para os leitores o que acontecia no dia a dia do nosso idosinho querido:


JANEIRO / 2010

O ano prometia ser excelente, já que o ano de 2009 foi lindo!

O meu trabalho rolava mas eu sentia que precisava continuar meu caminho, só ainda não sabia qual caminho seguir... ainda.

Pery começou a sentir dores no meio do mês de Janeiro, aproximadamente, quando acordava de madrugada uivando de dor e não conseguia parar de andar pela casa e se meter em todos os malditos buracos que encontrava. Podia ser embaixo de algum móvel, podia ser do lado da geladeira ou no rack da sala, atrás do sofá, debaixo da cadeira... enfim, qualquer lugar era lugar para ele tentar se ausentar do mundo naquela hora de dor. Ao menos era o que parecia na época!

Eu andava desesperada sem dormir , minha irritação estava a flor da pele , eu já não suportava me olhar e nem olhar ninguém. Andava ansiosa , chateada, deprimida e me sentindo totalmente incapaz de ajudar meu bichinho a melhorar. Colocava bolsa de água quente nas costas dele, envolvia ele com cobertores e ficava com ele no colo por horas, para tentar ao menos amenizar a dor... e parecia que nada adiantava. Até a Peny andava irritada e não dormia direito e ficava cansada duranta o dia, tadinha.

O Dr. Ricardo investigou muito, fez exames de sangue, estudou o caso dele incansavelmente...

íamos ao consultório praticamente toda a semana para que ele olhasse o Pery e desse um novo remédio para melhorar a dor que o pobrezinho não deixava de sentir. Até que, depois de uma ressonância foi detectado um problema na coluna dele, onde 4 vértebras estavam praticamente coladas, transformando isso na dor insuportável que ele sentia. Com o diagnóstico finalmente correto, o remédio foi encontrado e, depois de alguns dias finalmente o Pery conseguiu dormir uma noite inteira, não sem que eu levantasse a noite inteira para ver se ele estava bem, respirando e quentinho.

Finalmente paz em casa, sono de noite inteira e o sorriso aos poucos voltando a acontecer dentro de casa, para todos!







terça-feira, 27 de julho de 2010

2 semanas

Ontem fez duas semanas que o Pery foi embora...

Hoje?

Exatamente hoje me sinto meio inútil por ter permitido ele chegar no ponto que chegou sem dar o descanso que ele merecia bem antes... ou não... viu? me sinto meio esquisita, ainda me sentindo responsável pelo sofrimento dos últimos tempos. Eu devia ter acabado com aquele sofrimento bem antes...

Já se foram duas semanas que ele partiu olhando pra mim... quem sabe o que ele pensava na hora? Será que imaginava o que ia realmente acontecer ou será que foi pego de surpresa e olhava pra mim pedindo colo?
Será que ele olhava pra mim agradecendo a paz que ele finalmente teria? são tantas dúvidas que minha cabeça ainda gira..

Sei que ele está bem hoje... tenho certeza que todo sofrimento acabou, que ele é feliz de novo e faz coisas que ele já não fazia há anos e não nos demos conta até rever fotos e reavivar memórias que ficaram para trás...

Hoje preciso cuidar da Peny que ainda sofre e passou a fazer coisas que antes era o Pery que fazia como ficar no meu pé quando faço comida, como despertar ciúme quando estou com o Anderson, como ciúme pelas coisinhas dela... nada disso fazia parte dela antes do irmão partir...

Damos a ela toda atenção do mundo... é nossa caçulinha linda e a pobrezinha sente muita falta do irmão...

Já se foram duas semanas... ainda existe muito sofrimento em casa mas a vida começa a tomar seu rumo novamente.

Se quero outro cachorro? não... não mesmo...

terça-feira, 20 de julho de 2010

Uma semana

Pois é, uma seman que meu Pery se foi pra terra onde não entramos, onde não vemos, onde não o escutamos, somente em nosso coração...

Ele foi para aquele lugar como no filme do "Passaro Azul" que, quando lembramos de quem já morreu ele acorda e sorri... vive por um momento aquela família de novo e logo em seguida adormece, esperando uma nova lembrança... Acredito que meu cãozinho a essa altura já esteja curado dos seus males, das suas dores e agora esteja correndo feliz e saltitante, fazendo companhia pra todos aqueles que se foram e apreciam a companhia do nosso bebbezão...

Essa semana foi um período muito difícil para nós, sua família, e para os amigos mais chegados dele... muito sofrimento, muita lembrança, muitas fotos antigas que voltaram a ser vistas várias e várias vezes... Foram dias em que eu quis sumir, que quis dormir, que só quis passar os dias sofrendo mesmo, chorando mesmo... eu precisei desse tempo só pra mim, para que colocasse a cabeça e o coração no lugar e só então recomeçasse.

Quem não ama seus cachorros como eu, de repente nem deveria ler esse blog, nem deveria tentar entender o que se passa... o Pery foi o filho que até hoje não tivemos. Todo amor que as pessoas depositam os filhos eu depositei nele e depois também na Peny que sente muito a falta do irmãozinho... Tudo o que pudemos fazer por ele fizemos, tantas viagens que não fizemos, tantas noites que não passamos fora, tantas idas à praia interrompidas por ele... e sem a menor cerimônia, faria tudo de novo para estar com ele.

Ele era nossa alegria, era nossa companhia, era o calorzinho na orelha nos dias frios de Curitiba, era aquela bolinha escondida debaixo da almofada, era o narizinho gelado no pescoço, era o pedido de carinho quando só queríamos dormir, era o pulo na barriga de manhã cedo quando a gente só queria mais 5 minutinhos... era nosso cãozinho especial, que agora se foi há uma semana e deixou tamanha saudade que hoje não choro mais, mas dói como se fosse hoje...

Recebi de uma amiga uma história linda, do lugar onde os bichinhos ficam até nos reencontrarem, debaixo do arco-íris... uma história linda e que eu prefiro acreditar do que imaginar que é o fim da vida, que ele se foi e nunca mais nos encontraremos...

A vida recomeça em nossa casa... ficamos nós 3 tristes, com várias lembranças, com muitas saudades... mas em cada um de nós a marca do Pery permanece pra sempre, nosso amor por ele é imenso e só tende a aumentar...


Amaremos você pra sempre meu bebezão, sempre, sempre, sempre... olhe por nós aí do céu e, de vez em quando venha nos visitar em sonhos...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Viagens

Nosso cãozinho era um ótimo companheiro em viagens! Era mesmo!
Primeira viagem que fez foi logo na mudança de Brasília para Curitiba em 1996. Fizemos a viagem parcelada em 3x, sendo a primeira parada no Rio de Janeiro por 3 dias, depois São José dos Campos e finalmente Curitiba, 4 dias depois da partida de Brasília.

Como era novidade, não ligamos para todas as horas que o Pery ficou fazendo um barulhinho irritante, tipo uma daquelas chaleiras que, quando fervem avisam a vizinhança toda...

Depois dessa grande viagem fizemos mais algumas curtas como para a praia, sempre lugares mais perto onde ele não se estressava de ficar horas no carro.

Em 2007 resolvemos sair de férias por 20 dias e, ao invés de deixar o Pery no hotel, resolvemos levá-lo. Primeiro porque mal ficávamos com ele durante todo o ano e era um bom momento de passarmos em família, já que iríamos mesmo visitar a família no Rio e em Brasília, segundo porque ele andava estressado exatamente pela falta de atenção e estava tomando uns remedinhos para controlar a ansiedade. Nada bom deixá-lo por muito tempo no hotel para evitar que emagrecesse. Pronto, estava feita nossa farra dentro do carro na viagem e nas casas em que ficamos! No Rio a casa inclusive estava cheia e eu não sabia como o Pery se comportaria com crianças por perto, visto que ele não era fã de crianças... mas ele se saiu muitíssimo bem...



Fomos depois para Brasília e lá ele adorou ficar na casa que ficamos pois tinha espaço para correr e tomar bastante sol, coisa que ele amava!! O único porém foi que tinha na casa uma cachorrinha no cio e o Pery ainda era um machão né... queria lá dar uma namoradinha mas a dona dela não deixou e separamos o nosso bebezão através de portas e janelas... mas ele foi feliz naquela casa, pelos dias que passamos lá. Parecia que sabíamos que ele queria voltar para a terra onde nasceu...

De Brasília voltamos para casa mas fomos depois novamente para a praia, onde Pery pisou pela primeira vez na areia da praia. Não chegou a ir na água porque ele não gostou de pisar na areia. Preferiu a casa da tia Ka e o sofá dos pais dela... dormia horas intermináveis sentindo a brisa do mar na carinha linda dele...

Foram dias muito felizes, relaxantes e onde o Pery finalmente saiu do estado de estress dele para bem mais tranquilo junto da gente. E isso tudo era só o início de 2007 e a Peny ainda não tinha aparecido na vidinha tranquila dele...





quarta-feira, 14 de julho de 2010

Cobertores e mantas...

Pery era fascinado - antes da Peny chegar em casa - em mantas e cobertores. Eram seus amigos mais "íntimos" além de distrações. Ele vivia com um atado a boca e arrancava mil pedaços cada vez mais depressa... a casa ficava empetecada de tanto pedaço de cobertor espalhado e ele mega feliz e sorridente. Ai da gente quando pegava um deles pra lavar aquela baba toda, ele ficava indignado e só saía debaixo do varal quando a gente dava outro pra ele esperar o que secava.
Tinha dias em que isso irritava bastante pq ele latia e latia e latia debaixo do varal... outros ficávamos observando de longe a fascinação por um pano!!!


É que a gente não tivava fotos de todos os momentos, a gente nunca espera que nosso companheirinho vá embora nunca e não tira todas as fotos que mereciam registro... essas cenas no varal seriam perfeitas para colocar no blog mas não aconteceu... Só resta a imaginação trabalhar e imaginar o quanto engraçada eram...

Meu kit cinema sempre foi um travesseiro molinho pra colocar no braço do sofá da sala e um edredom ou manta para me cobrir. Pery sempre esteve comigo nesses momentos. Principalmente no frio de Curitiba que, não vou mentir pra vocês, era às vezes insuportável... e eram cenas como essas que davam ótimas fotos!! se a máquina estivesse por perto as fotos cada vez melhores...

Nunca resisti a beijos intermináveis nele e naquele pelinho macio e cheiroso... era uma delícia e ele sempre esperava por mais... ele ficava enroladinho nas mantas e edredons e eu fazia dele gato e sapato, apertando, amassando, beijando, abraçando... não dava pra resistir...


Essa era a carinha dele sempre... esperava por nós deitadinho no sofá com carinha de quero muitos beijos hoje e todos os dias... e assim foi, até o fim!



terça-feira, 13 de julho de 2010

Lembranças

Acho que foi em 2004 que recebemos uma visita para passar o Natal e Ano Novo. Em nosso apto não tínhamos cama para visitas, somente um colchão de casal super confortável que era da nossa antiga cama. Então saíamos nós da nossa cama e dormíamos no quarto de visitas em nosso antigo colchão no chão mesmo. Gostávamos muito disso que parecia acampamento... era interessante sim e o Pery sempre subia na "cama"e nos acordava com beijinhos de bom dia (ou até de boa noite se ele tava animadinho). Nesse dia em particular ele nos deu bom dia, subiu bem pelo meio da gente e deitou em nosso travesseiro pedindo carinho de ambos. Um amor!
Nos sentíamos muito satisfeitos com nosso bebezão em casa e isso era uma coisa que transparecia pra toda família que em Curitiba (e região) morava. O nosso amor, o nosso carinho era tão evidente que até os que achavam que ter cachorro em apartamento era um crime devido o pouco tempo de atenção e o pouco espaço, acabaram por adotar cães também. Tá certo que a família da India exagerou um pouco ao pegar a Buffy, uma Golden dourada maravilhosa, e colocar em casa. Na verdade um apartamentão onde ela morou durante um ano na varanda até aprender a se comportar dentro de casa.
Pery era muito comportadinho qdo tinha gente em casa. Ele ia, cumprimentava todos, de um por um, pedia carinho e depois voltava pra sua casinha dentro do quarto de visitas. Isso realmente o tornava um cãozinho especial e muito amado. Não existia quem não gostasse do Pery e o pegasse no colo pra um carinho... e ele gostava POUCO disso... Que eu me lembro, o Pery durante toda a sua vida só não gostou de duas pessoas. Sempre me disseram que os cães sabem as pessoas que são boas e as que não são e sempre levei isso ao pé da letra. Tirando isso ele era um cãozinho muito popular...
Amaremos você pra sempre Pery!! Sei que posso falar em nome de todos os que te conheceram, mais cedo ou mais tarde!!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

12 de julho de 2010

Vou fazer um parênteses nas memórias do Pery excepcionalmente hoje pra dizer que há pouco, exatamente às 10:15 da manhã nosso bebezão partiu...
Infelizmente ele não queria partir, não por vontade própria por todo amor, por ser nossa família... ele não queria partir mesmo como todo sofrimento que vinha passando nos últimos dias.

A decisão foi extremamente difícil, sofrida, chorada e desesperadamente pensada por muito tempo... ele já não aguentava mais, não andava mais e só chorava... dia e noite.

Tomamos a decisão de encurtar toda essa dor no sábado, quando o sofrimento dele atingiu picos insanos... ainda tivemos ontem, graças a Deus, para nos despedir dele com muito carinho, afago, comidinhas gostosas e bastante colo.

Gente, é demasiadamente impossível dizer como nós, sua família, sofre hoje. É impossível colocar em palavras o quando a dor dele ter partido é demais para conseguirmos suportar!

Ele se foi hoje... se foi o cão serelepe, curioso e feliz que foi até 1 ano e meio atrás, se foi o nosso companheiro de 16 anos, se foi o cãozinho ciumento que amava uma massagem nas costas, se foi o pokorruchinho da mamãe que amava vento na cara, ar condicionado do carro e carinho na barriga... Se foi do alcance das nossas mãos aquele pelo macio e brilhante, se foi aquele olhar meigo e humano que sempre teve, se foi o cãozinho travesso que adorava ossinhos e biscoitinhos... se foi pro plano superior alegrar os que tristes lá estão. Foi encontrar o vovô Severino e contar pra ele como era feliz aqui conosco....

Se foi o nosso Pery, ficaram milhares de lembranças e todo o amor que temos e teremos infinitamente por ele...

Amamos você cãozinho, muito e para sempre!


Essa foto foi tirada ainda hoje de manhã, antes da despedida final...


sexta-feira, 9 de julho de 2010

Peny

Sim, ele era um cachorro que sorria muito!! E adorava uma bolinha... eram várias em casa espalhadas para que pudéssemos tropeçar a noite indo beber água na cozinha!!

Pery tinha um problema sério, além desse de ser curioso. Ele passava muitas horas do dia sozinho e captava toda energia da casa. Principalmente a minha... se eu estava feliz, assim ele ficava, se eu estava estressada.... pois é! E teve uma época em Curitiba que fiquei muito, mas muito estressada, além de sairmos muito cedo de casa e voltarmos muito tarde. O Pery absorvia toda essa energia e transformava em mutilação nele mesmo. Ele arrancava os pelos, se lambia muito até ferir.

Em casa conosco era um danado como sempre e era um monstro com os cobertores e edredons que dávamos a ele. Ou ele o fazia de "namorada" ou então arrancava pedaços e espalhava pela casa toda. Era a diversão dos dias mais solitários, acredito eu.
Num belo dia, conversando com o Dr. Wagner, ele sugeriu passarmos mais tempo com ele em casa ou arrumar uma companhia para o Pery para que ele pudesse se distrair enquanto sozinho. Só assim ele pararia de se mutilar e ficaria bem de novo.

Pensamos muito tempo nessa opção e resolvemos que, depois da Semana Santa de 2007 arrumaríamos uma vira-latinha pequena para fazer cia para nosso pequeno. Não me perguntem por qual motivo depois da Semana Santa, mas foi o que decidimos e assim foi...
Num belo domingo de sol e muito frio, esse era dia 29 de abril, fomos à Feira de Artesanato de Curitiba, como íamos sempre com nossa amiga Jeane. Andamos bastante até que numa determinada altura falamos que, se encontrássemos alguém doando um cãozinho aquele dia, levaríamos pra casa. Mal falei isso e Andy avistou uma pessoa lááááááa pra frente que doava dois filhotinhos de pintcher, um macho e uma fêmea. A fêmea pulou no meu colo. Tinha ela uma coloração amarela, as orelhinhas pequenininhas, patinhas do tamanho da minha tatuagem e um focinho tão preto que parecia pintado! Uma fofura... Na hora demos o nome dela de PENY - e o nick de Penélope. Era filha de mãe pintcher com pai... bem, pai é quem cria, não é mesmo??? Quase fiquei com o irmãozinho dela, mas tinha uma criança que prometera ficar com ele. Fui embora serelepe com minha mais nova "filha"enrolada numa mantinha e um pacotinho de ração doada pela ex-familia. Tinha ela 37 dias e era danadinha, queria já descer do colo e andar por tudo!!!

A chegada em casa foi super tranquila e o Pery logo foi se enturmar... o problema foi que a Peny foi direto se pendurar no saco dele, no rabo e orelhas... ele detestou ela de cara e passou a virar a cara pra nós! E agora???



quinta-feira, 8 de julho de 2010

Ainda em Curitiba

Pery sempre foi um cãozinho muito curioso, muito mesmo!! Tudo o que levávamos de diferente para casa tínhamos que mostrar a ele desde um pacote de pão até as tantas sacolas plásticas que vinham recheadas do mercado no começo do mês. Nada escapava do faro e ele sempre sabia quando algo lhe pertencia, como biscoitinhos e o pacote de ração. Era impressionante!
Como ele era muito curioso e passava muitas horas do dia sozinho no apartamento, era de esperar que procurasse com o que brincar, era de esperar que fuçasse por todo o apartamento procurando aventuras... Eu sempre dava por falta de algumas coisas em casa e, na maioria das vezes ele havia comido ou quebrado. Eu sabia que ele havia comido no dia seguinte pelas necessidades que saíam com alguma surpresa... ai ai...


Um dia, porém, chegamos em casa depois de um dia inteiro participando de uma feira de turismo. Chegamos em casa carregados de sacolas com material de trabalho e a única coisa que esperávamos era descansar, pés para cima, uma comida quente e uma linda noite de sono... Colocamos então as sacolas atrás do sofá e fomos em busca do nosso descanso merecido.
Sim, foi assim que aconteceu, mesmo o Pery implorando para ver o que estava naquele monte de sacolas. Ignoramos o apelo e não esperávamos o que nos aguardava no dia seguinte...
Ahhhh o dia seguinte... levantamos cedo, como sempre e o dia começaria como qualquer outro se não fosse o sofá empurrado da parede, sacolas espalhadas pela sala, papéis picotados, canetas mastigadas, brindes quebrados e muita bagunça, mesmo. E o Pery? um pouco abatido. Na hora não notamos a falta do fio do abajour de pé...

O dia seguiu depois de uma leve arrumação na casa com a promessa de arrumar direito a noite. O Pery ainda abatido não quis comer ou beber água. Imaginamos que seria porque estava cansado de tanta movimentação noturna. Não demos muita importância na hora.
Chegando a noite vimos que ele ainda não havia comido nada e mal tocou na água. Continuava abatido mas tentava forçar o vômito como se estivesse engasgado. Como todas as vezes em que ele se engasgava com algo, eu descia com ele para que pudesse comer grama, infalível receita. Mas não dessa vez. Ele desceu, comeu um pouco de grama mas não vomitou. Encontramos enfim o fio do abajour faltante e concluimos que ele havia engolido aproximadamente 10 a 15cm de fio de luz (o abajour estava desligado da tomada - ufa) e devia se isso que o estava incomodando.
Esperamos que ele melhorasse até o dia seguinte ou o levaríamos ao veterinário. Foi uma noite longa pois ele passou a resmungar de uma possível dor.
Na manhã seguinte, um sábado, o levamos numa veterinária perto de casa, que o encaminhou a uma série de exames de sangue, ecografias e ultrassonografias que então detectaram o tal fio esticado a partir da laringe dele até o intestino. Remédio??? não... cirurgia!
Pery foi internado nesse mesmo sábado e operado somente na segunda-feira pois estava com sinais de desidratação por ter ficado 3 dias sem quase tomar água e comer.
Eu estava trabalhando, ou melhor, tentando... foi um dia terrível porque foi a primeira vez que algo sério tinha acontecido com o meu cãozinho e essa anestesia era geral e mega perigosa, segundo o Dr. Wagner, que o operou.
Mas deu tudo certo... ele melhorou, passou 40 dias com aquele abajour horroroso na cabeça, os pontos cicatrizaram mas a cirurgia não fechou... O uso de uma pomada maravilhosa foi fundamental no fechamento do corte e realmente fez toda a diferença, que foi a Quadriderm em creme. Foram dias de angústia no começo até que vimos finalmente o corte fechando e cicatrizando de forma perfeita....

Pery passou a ser conhecido na clínica como "Pery, o cão avestruz"... coitadinho...


quarta-feira, 7 de julho de 2010

Curitiba

Enfim novos ares eram necessários para a família e fomos num Uno velho para Curitiba! Fomos nós dois, mais o Pery, plantas e algumas roupas, já que a mudança ia de caminhão.
Primeira viagem do Pery e ele se comportou direitinho, uma graça!
Na ida paramos no Rio para ver a família lá e seguimos dois dias depois via São José dos Campos, aproveitando para ver uma família amiga nossa também. Durante toda a viagem Pery se comportou muito bem e chegamos a Curitiba debaixo dum frio horrendo!
Já em nosso apto alugado Pery nos surpreendeu. Passou a pedir para descer para passear, não querendo fazer suas necessidades dentro do apto, visto que nesse não tinha uma varanda. Não é um amor mesmo??
Nossa rotina passou então de quase não sair com o Pery, a não ser para passear mesmo, para descer com ele 3 vezes ao dia para que ele pudesse fazer o que não queria mais fazer em casa. Gente, juro que não ensinamos isso a ele, o espertinho aprendeu sozinho!!!
Ele tinha no apartamento uma casinha que ficava na sala, mas o danado só ficava lá quando estava de castigo ou se tivesse aprontado alguma... queria mesmo era dormir no quarto com a gente e tivemos que arrumar um cobertor para ele se abrigar do frio. Gente, e que frio passamos no começo em Curitiba!



Nessa época Pery só nos dava alegria. Super saudável e feliz, achava o máximo brincar com o nosso vizinho, Lucas, que tinha então um aninho e ia e voltava do apto dele que era em frente para o nosso. Agarrava as orelhas do Pery e o chamava de "cáu" (carro na língua bebezês). Queria montar no "cáu" mas era muito arisco para isso e o máximo que deixava era o Lucas deitar em na sua barriga. Um amor! Pois é, eu deveria ter fotografado uma situação dessas...

Em dois anos mudamos desse apartamento para o NOSSO apartamento. Lá o Pery teria mais espaço dentro do apartamento, tinha de novo uma varanda para olhar a rua e teria um condomínio inteiro para correr!!! Uma delícia!! Como corria muito, rolava na grama e refestelava na terra, tinha que tomar mais banho que o normal e fugia todas as vezes que via a toalha dele... bobo ele, tomava banho de qualquer maneira mas no chuveiro, com aguinha quente e tudo mais de direito. Pena era que durava tão pouco!! hehehehe

terça-feira, 6 de julho de 2010

Nosso bebezinho!

Pery crescia saudável e cheio de vida rodeado de amigos em nosso pequeno apartamento. Adorava visitas e os presentes que eles traziam,como ossinhos, biscoitinhos e afins!
A visita mais especial era do Lino, meu irmão, com a família. Vinham sempre ao nosso pequeno apartamento para fazermos um churrasco de varanda. O mais esfumaçado do mundo inteiro!! Eram dias muito felizes e Pery sempre no meio lambendo na época a pequena Tereza! Uma farra e tanto!
Nosso bebê tinha os pelos muito longos e eu morria de pena de mandar cortar e perder o encanto. O problema era que ele sentia muito calor... e essa foi a última vez que ele esteve como um ursão.



Nessa foto ele tem 10 meses e acabou de tomar um banhão no nosso banheiro e molhou tudo, lógico!

Pery era um companheirão para todas as horas pois íamos muito a casa de amigos, ao clube e ele sempre ia conosco, pois não dava o mínimo trabalho e não fazia nada fora de casa. Pois é, eu disse nessa época... até uns 2 anos ele era muito fácil de controlar dentro de casa. Que delícia esse tempo, que saudade dele pequenininho travesso!
Natal de 1994 e eu havia ganho um sapato tipo scarpin. Lindo, preto... perfeito! Usei uma vez somente e coloquei o sapato debaixo da cama. Voltei do trabalho no dia seguinte e o Pery havia comido só as pontas do sapato. O resto ficou intacto, perfeitinho!! Ai que ódio!!!!!
Um dia em 95... volto do trabalho cedo e louca por um banho, um dia típico de verão e marido tinha viajado. Cheguei em casa e era terra espalhada pela sala, CD's picotados por todo canto, fotos estraçalhadas por todos os lugares... Pery? imundo e feliz... Essa foi a primeira surra que ele levou. Ai ai ai... como se adiantasse!!

O começo

Pery chegou como presente para nós em agosto de 94, quando ele tinha pouco mais de 30 dias. Era pequenininho, uma bolinha de pelos preto e branco e muito carente. Vivia correndo atrás de nós e não dormia se não fosse com a cabecinha apoiada na minha mão.
Como toda criança levada, fazia xixi na barra do edredom que caía da cama e em nosso primeiro tapete de corda.
Éramos recém-namoridos e tudo era festa, até a bagunça que o Pery fazia pela casa.
Nessa época morávamos em Sobradinho, numa casinha de fundos onde o importante mesmo era estarmso juntos e começarmos uma família.
Mudamos de lá em outubro de 94 para um apto no final da Asa Norte (para quem não é de Brasília, Asa Norte é um dos bairros daqui). Um apto pequeno, de um quarto. O quarto do Pery era a varanda que, para ele era enorme na época. Tinha a casinha dele e os paninhos que fazia a maior bagunça!!
Ele não gostava de ficar sozinho em casa e por isso vivia aprontando. Destruía praticamente tudo o que estava ao seu alcance, como a própria casinha e as camisas penduradas no varal que ficava na varanda.



Era nossa alegria quando chegávamos mortos de cansados em casa depois de um dia inteiro de trabalho.
Eu, nessa época era Agente de Viagens numa agência de turismo em Brasília. Andy era Promotor de Vendas dum hotel aqui também. Trabalhávamos muito e chegávamos loucos por uma lambida daquela coisinha peluda e feliz! Era uma alegria chegar e brincar com ele até a lingua dele ficar quilométrica para fora da boca. Uma delícia!!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

05 de julho.

Bom, aos poucos eu vou fazendo uma espécie de diário do que passamos já com o Pery e do que ainda temos para passar.
Pery hoje, dia 05 de julho de 2010, tem 16 anos, aproximadamente 112 anos humanos. É um senhor cheio de problemas de saúde mas que, ninguém sabe bem como, ainda dá a volta por cima de todas as piores situações!
Não quer ir embora.
Hoje Pery tem artrose, tem catarata, uma espécie de labirintite que o impede algumas vezes de caminhar em linha reta, operou já o estômago, teve anemia profunda, descobriu no começo do ano que tem hérnia na coluna, teve que tirar o rabo há algumas semanas atrás, está se recuperando bem devagarinho.
É ou não é muito amor??
Vou compartilhar com vocês essa experiência de ter um "bebezão" dessa idade e, dessa forma nos confortar um pouco que seja, da partida que terá que acontecer em breve.