
E já se foi um ano que o Pery partiu pra terra do Arco-Íris, melhorar, brincar com vários amiguinhos novos e esperar por sua família. Pensar na morte e no que ela deixa é meio complicado... Dentro do último mês foram a vó Hilda e o pai da Ana... duas reações tão diferentes quando o assunto é a partida definitiva dessa vida. E aí eu me lembro de quando meu pai se foi, depois quando minha avó se foi, e ano passado com a passagem do Pery. Comparar? e precisa? Pessoas diferentes, situações diferentes... reações tão diferentes... E de repente paro pra pensar que só depois disso tudo é que pensar na morte como algo absolutamente natural é uma coisa real a se trabalhar na cabeça e coração. Totalmente inevitável que se resume como conclusão de uma história de sucesso. Seja sucesso em uma vida imbecil ou sucesso em uma vida recheada de motivos para sorrir... Depois desse primeiro ano de partida do meu pequeno, entendo que ele está bem, que estamos em paz e que o caminho natural da vida é esse... a partida para um pequeno descanso, recompor seu corpo espiritual para voltar para essa terra mais uma vez e ser parceiro novamente de pessoas tão diferentes de nós... Aprendermos a ser mais tolerantes, pertinentes, partilhar o melhor e o pior de nós, e ainda assim sermos felizes!