Será que ele olhava pra mim agradecendo a paz que ele finalmente teria? são tantas dúvidas que minha cabeça ainda gira..
Nosso cãozinho é um senhor de idade. Não quero me repetir como "Marley & Eu" mas vou fazer o possível para mostrar a quem gosta o quanto ele significa pra mim e fazer uma espécie de diário do que temos passado.
terça-feira, 27 de julho de 2010
2 semanas
Será que ele olhava pra mim agradecendo a paz que ele finalmente teria? são tantas dúvidas que minha cabeça ainda gira..
terça-feira, 20 de julho de 2010
Uma semana
Amaremos você pra sempre meu bebezão, sempre, sempre, sempre... olhe por nós aí do céu e, de vez em quando venha nos visitar em sonhos...
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Viagens
Primeira viagem que fez foi logo na mudança de Brasília para Curitiba em 1996. Fizemos a viagem parcelada em 3x, sendo a primeira parada no Rio de Janeiro por 3 dias, depois São José dos Campos e finalmente Curitiba, 4 dias depois da partida de Brasília.
Fomos depois para Brasília e lá ele adorou ficar na casa que ficamos pois tinha espaço para correr e tomar bastante sol, coisa que ele amava!! O único porém foi que tinha na casa uma cachorrinha no cio e o Pery ainda era um machão né... queria lá dar uma namoradinha mas a dona dela não deixou e separamos o nosso bebezão através de portas e janelas... mas ele foi feliz naquela casa, pelos dias que passamos lá. Parecia que sabíamos que ele queria voltar para a terra onde nasceu...
Foram dias muito felizes, relaxantes e onde o Pery finalmente saiu do estado de estress dele para bem mais tranquilo junto da gente. E isso tudo era só o início de 2007 e a Peny ainda não tinha aparecido na vidinha tranquila dele...
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Cobertores e mantas...
É que a gente não tivava fotos de todos os momentos, a gente nunca espera que nosso companheirinho vá embora nunca e não tira todas as fotos que mereciam registro... essas cenas no varal seriam perfeitas para colocar no blog mas não aconteceu... Só resta a imaginação trabalhar e imaginar o quanto engraçada eram...
Meu kit cinema sempre foi um travesseiro molinho pra colocar no braço do sofá da sala e um edredom ou manta para me cobrir. Pery sempre esteve comigo nesses momentos. Principalmente no frio de Curitiba que, não vou mentir pra vocês, era às vezes insuportável... e eram cenas como essas que davam ótimas fotos!! se a máquina estivesse por perto as fotos cada vez melhores...
Nunca resisti a beijos intermináveis nele e naquele pelinho macio e cheiroso... era uma delícia e ele sempre esperava por mais... ele ficava enroladinho nas mantas e edredons e eu fazia dele gato e sapato, apertando, amassando, beijando, abraçando... não dava pra resistir...

Essa era a carinha dele sempre... esperava por nós deitadinho no sofá com carinha de quero muitos beijos hoje e todos os dias... e assim foi, até o fim!
terça-feira, 13 de julho de 2010
Lembranças
segunda-feira, 12 de julho de 2010
12 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Peny

quinta-feira, 8 de julho de 2010
Ainda em Curitiba
Como ele era muito curioso e passava muitas horas do dia sozinho no apartamento, era de esperar que procurasse com o que brincar, era de esperar que fuçasse por todo o apartamento procurando aventuras... Eu sempre dava por falta de algumas coisas em casa e, na maioria das vezes ele havia comido ou quebrado. Eu sabia que ele havia comido no dia seguinte pelas necessidades que saíam com alguma surpresa... ai ai...

Um dia, porém, chegamos em casa depois de um dia inteiro participando de uma feira de turismo. Chegamos em casa carregados de sacolas com material de trabalho e a única coisa que esperávamos era descansar, pés para cima, uma comida quente e uma linda noite de sono... Colocamos então as sacolas atrás do sofá e fomos em busca do nosso descanso merecido.
Sim, foi assim que aconteceu, mesmo o Pery implorando para ver o que estava naquele monte de sacolas. Ignoramos o apelo e não esperávamos o que nos aguardava no dia seguinte...
Ahhhh o dia seguinte... levantamos cedo, como sempre e o dia começaria como qualquer outro se não fosse o sofá empurrado da parede, sacolas espalhadas pela sala, papéis picotados, canetas mastigadas, brindes quebrados e muita bagunça, mesmo. E o Pery? um pouco abatido. Na hora não notamos a falta do fio do abajour de pé...
O dia seguiu depois de uma leve arrumação na casa com a promessa de arrumar direito a noite. O Pery ainda abatido não quis comer ou beber água. Imaginamos que seria porque estava cansado de tanta movimentação noturna. Não demos muita importância na hora.
Chegando a noite vimos que ele ainda não havia comido nada e mal tocou na água. Continuava abatido mas tentava forçar o vômito como se estivesse engasgado. Como todas as vezes em que ele se engasgava com algo, eu descia com ele para que pudesse comer grama, infalível receita. Mas não dessa vez. Ele desceu, comeu um pouco de grama mas não vomitou. Encontramos enfim o fio do abajour faltante e concluimos que ele havia engolido aproximadamente 10 a 15cm de fio de luz (o abajour estava desligado da tomada - ufa) e devia se isso que o estava incomodando.
Esperamos que ele melhorasse até o dia seguinte ou o levaríamos ao veterinário. Foi uma noite longa pois ele passou a resmungar de uma possível dor.
Na manhã seguinte, um sábado, o levamos numa veterinária perto de casa, que o encaminhou a uma série de exames de sangue, ecografias e ultrassonografias que então detectaram o tal fio esticado a partir da laringe dele até o intestino. Remédio??? não... cirurgia!
Pery foi internado nesse mesmo sábado e operado somente na segunda-feira pois estava com sinais de desidratação por ter ficado 3 dias sem quase tomar água e comer.
Eu estava trabalhando, ou melhor, tentando... foi um dia terrível porque foi a primeira vez que algo sério tinha acontecido com o meu cãozinho e essa anestesia era geral e mega perigosa, segundo o Dr. Wagner, que o operou.
Mas deu tudo certo... ele melhorou, passou 40 dias com aquele abajour horroroso na cabeça, os pontos cicatrizaram mas a cirurgia não fechou... O uso de uma pomada maravilhosa foi fundamental no fechamento do corte e realmente fez toda a diferença, que foi a Quadriderm em creme. Foram dias de angústia no começo até que vimos finalmente o corte fechando e cicatrizando de forma perfeita....
Pery passou a ser conhecido na clínica como "Pery, o cão avestruz"... coitadinho...
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Curitiba
Primeira viagem do Pery e ele se comportou direitinho, uma graça!
Na ida paramos no Rio para ver a família lá e seguimos dois dias depois via São José dos Campos, aproveitando para ver uma família amiga nossa também. Durante toda a viagem Pery se comportou muito bem e chegamos a Curitiba debaixo dum frio horrendo!
Já em nosso apto alugado Pery nos surpreendeu. Passou a pedir para descer para passear, não querendo fazer suas necessidades dentro do apto, visto que nesse não tinha uma varanda. Não é um amor mesmo??
Nossa rotina passou então de quase não sair com o Pery, a não ser para passear mesmo, para descer com ele 3 vezes ao dia para que ele pudesse fazer o que não queria mais fazer em casa. Gente, juro que não ensinamos isso a ele, o espertinho aprendeu sozinho!!!
Ele tinha no apartamento uma casinha que ficava na sala, mas o danado só ficava lá quando estava de castigo ou se tivesse aprontado alguma... queria mesmo era dormir no quarto com a gente e tivemos que arrumar um cobertor para ele se abrigar do frio. Gente, e que frio passamos no começo em Curitiba!

Nessa época Pery só nos dava alegria. Super saudável e feliz, achava o máximo brincar com o nosso vizinho, Lucas, que tinha então um aninho e ia e voltava do apto dele que era em frente para o nosso. Agarrava as orelhas do Pery e o chamava de "cáu" (carro na língua bebezês). Queria montar no "cáu" mas era muito arisco para isso e o máximo que deixava era o Lucas deitar em na sua barriga. Um amor! Pois é, eu deveria ter fotografado uma situação dessas...
Em dois anos mudamos desse apartamento para o NOSSO apartamento. Lá o Pery teria mais espaço dentro do apartamento, tinha de novo uma varanda para olhar a rua e teria um condomínio inteiro para correr!!! Uma delícia!! Como corria muito, rolava na grama e refestelava na terra, tinha que tomar mais banho que o normal e fugia todas as vezes que via a toalha dele... bobo ele, tomava banho de qualquer maneira mas no chuveiro, com aguinha quente e tudo mais de direito. Pena era que durava tão pouco!! hehehehe
terça-feira, 6 de julho de 2010
Nosso bebezinho!
A visita mais especial era do Lino, meu irmão, com a família. Vinham sempre ao nosso pequeno apartamento para fazermos um churrasco de varanda. O mais esfumaçado do mundo inteiro!! Eram dias muito felizes e Pery sempre no meio lambendo na época a pequena Tereza! Uma farra e tanto!
Nosso bebê tinha os pelos muito longos e eu morria de pena de mandar cortar e perder o encanto. O problema era que ele sentia muito calor... e essa foi a última vez que ele esteve como um ursão.

Nessa foto ele tem 10 meses e acabou de tomar um banhão no nosso banheiro e molhou tudo, lógico!
Pery era um companheirão para todas as horas pois íamos muito a casa de amigos, ao clube e ele sempre ia conosco, pois não dava o mínimo trabalho e não fazia nada fora de casa. Pois é, eu disse nessa época... até uns 2 anos ele era muito fácil de controlar dentro de casa. Que delícia esse tempo, que saudade dele pequenininho travesso!
Natal de 1994 e eu havia ganho um sapato tipo scarpin. Lindo, preto... perfeito! Usei uma vez somente e coloquei o sapato debaixo da cama. Voltei do trabalho no dia seguinte e o Pery havia comido só as pontas do sapato. O resto ficou intacto, perfeitinho!! Ai que ódio!!!!!
Um dia em 95... volto do trabalho cedo e louca por um banho, um dia típico de verão e marido tinha viajado. Cheguei em casa e era terra espalhada pela sala, CD's picotados por todo canto, fotos estraçalhadas por todos os lugares... Pery? imundo e feliz... Essa foi a primeira surra que ele levou. Ai ai ai... como se adiantasse!!
O começo
Como toda criança levada, fazia xixi na barra do edredom que caía da cama e em nosso primeiro tapete de corda.
Éramos recém-namoridos e tudo era festa, até a bagunça que o Pery fazia pela casa.
Nessa época morávamos em Sobradinho, numa casinha de fundos onde o importante mesmo era estarmso juntos e começarmos uma família.
Mudamos de lá em outubro de 94 para um apto no final da Asa Norte (para quem não é de Brasília, Asa Norte é um dos bairros daqui). Um apto pequeno, de um quarto. O quarto do Pery era a varanda que, para ele era enorme na época. Tinha a casinha dele e os paninhos que fazia a maior bagunça!!
Ele não gostava de ficar sozinho em casa e por isso vivia aprontando. Destruía praticamente tudo o que estava ao seu alcance, como a própria casinha e as camisas penduradas no varal que ficava na varanda.

Era nossa alegria quando chegávamos mortos de cansados em casa depois de um dia inteiro de trabalho.
Eu, nessa época era Agente de Viagens numa agência de turismo em Brasília. Andy era Promotor de Vendas dum hotel aqui também. Trabalhávamos muito e chegávamos loucos por uma lambida daquela coisinha peluda e feliz! Era uma alegria chegar e brincar com ele até a lingua dele ficar quilométrica para fora da boca. Uma delícia!!
segunda-feira, 5 de julho de 2010
05 de julho.
Pery hoje, dia 05 de julho de 2010, tem 16 anos, aproximadamente 112 anos humanos. É um senhor cheio de problemas de saúde mas que, ninguém sabe bem como, ainda dá a volta por cima de todas as piores situações!
Não quer ir embora.
Hoje Pery tem artrose, tem catarata, uma espécie de labirintite que o impede algumas vezes de caminhar em linha reta, operou já o estômago, teve anemia profunda, descobriu no começo do ano que tem hérnia na coluna, teve que tirar o rabo há algumas semanas atrás, está se recuperando bem devagarinho.
É ou não é muito amor??
Vou compartilhar com vocês essa experiência de ter um "bebezão" dessa idade e, dessa forma nos confortar um pouco que seja, da partida que terá que acontecer em breve.