E resolvemos passar então o carnaval no Rio. Descansar um pouco, rever a família, pegar uma praia, enfim... curtir!! Ahhh se a gente soubesse o que vinha a seguir...
Voltamos com o Pery internado na clínica com soro e sem levantar. Não pude vê-lo no dia que chegamos e nem no dia seguinte, somente no outro e o que vi me apavorou: meu cãozinho estava praticamente morto! Quase não o reconheci deitado de tão magro e sem vida que ele se encontrava. Só visitas pude fazer até completar uma semana de internado. Ele estava muito fraco, os pêlos antes fartos e brilhantes, se soltavam mas minhas mãos, como bolas de algodão preto. Ele não ficava de pé e chorava pedindo meu colo. Segundo o Dr. Ricardo ele ficou anêmico da noite para o dia, as plaquetas novamente abaixaram a níveis críticos. Niguém sabia se ele sobreviveria àquela crise.
Íamos diariamente visitá-lo na clínica e a Peny ficava em casa esperando que o irmão voltasse. Andava irritada e ansiosa. Era um reflexo nosso também, claro. Toda aquela loucura de não saber o que iria acontecer estava novamente destruindo a paz da casa. Como é que pode um serzinho tão pequeno influenciar a vida de algumas pessoas e dessas outras e outras...
Meu trabalho, na minha opinião, andava um lixo... eu não queria sair de casa, na verdade não queria sair da minha cama e aproveitava o chuveiro para chorar, chorar e chorar... Chorava com o coração apertado de possivelmente perder meu companheirinho tão querido. Sentimento egoísta visto o sofrimento dele... mas ainda sim um sofrimento absurdo e antecipado.
Voltei a fazer Coaching mas nem isso me deu o alento que precisava naquela hora. Eram sessões visando meu futuro profissional mas não conseguia me concentrar em nada, só no que passava em casa. Chegou uma hora em que me senti impotente e tendo que escolher entre ter o Pery vivo ou morto... Sim, simples assim pois, se ele não melhorasse eu teria que obrigatoriamente livrá-lo de toda essa dor e sofrimento pedindo ao vet. dele que o sacrificassse, mesmo que isso significasse morte de uma parte de mim também...
Felizmente e depois de horas de orações nossas e da Magda para São Francisco de Assis, Pery voltou para casa depois de uma semana de internação. Voltou magrinho com pouquíssimo pelo no corpo mas voltou andando devagarinho e feliz de poder estar entre nós!! Que alegria!
Foi um período muuuuuuuito difícil, não posso negar! Sair para trabalhar diariamente e deixá-lo em casa sozinho com a Peny sem saber se ele precisava de alguma coisa ou se sentia algum tipo de dor ou desconforto era terrível! Sorte minha era ter o marido que tenho e que volta e meia voltava pra casa e fazia companhia para os dois e saia com eles para um passeiozinho ao sol e dava os remédios na hora certa. Era um verdadeiro PAI... lindo de ver!
E melhorando, finalmente, ele foi...
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