sexta-feira, 15 de outubro de 2010

3 meses


Nossa, já se passaram 3 meses desde que meu cãozinho se foi e hoje posso dizer que em casa as coisas melhoraram em vista da tristeza profunda que assolou a todos.
A Peny adquiriu algumas rotinas do Pery como o ciúme do pai comigo. Toda vez que ele chega perto de mim ela grita e sai correndo pra ficar entre nós dois. Não é como o Pery na época em que ele nos atacava de raiva... é de forma sofrida e fui ler sobre isso.
O cachorro tem bastante ciúme das pessoas que gosta e, principalmente, se ele se sentir um pouco “dono” delas. É muito comum o cachorro estar do seu lado e, quando alguém vai conversar com você, ele partir pra cima, agressivamente, ou fazer muito barulho. A melhor coisa a se fazer neste caso é mostrar ao cão que ele não é seu dono. Para isso, dê broncas nele quando mostrar esse comportamento agressivo. É importante ressaltar que quem deve dar a bronca é a pessoa que está sendo protegida e não a que está sendo atacada. Por exemplo: se uma amiga chega na sua casa e o cachorro tem ciúme dela, quem deve dar a bronca é você e não ela. A amiga tem que transformar sua aproximação em algo agradável para o cão. Sempre que ela chegar na sua casa, peça pra ela fazer bastante carinho no cachorro e se possível dar um petisco. Assim ele vai associar a chegada da mulher a algo agradável. (direto do blog do Dr Pet)
Por outro lado ela ficou mais sociável com outras pessoas principalmente com homens (ô cachorrinha safada). Pode até ser um homem que vem em casa pouquíssimas vezes, mas ela deita e pede carinho na horas... enquanto que, qdo recebemos visitas de alguma mulher, ela primeiro reage negativamente mas depois, se for já alguma amiga, ela vai dar beijos...

Hoje quero falar sobre o um problema que foi muito comum ao Pery a vida toda mas nunca achamos ser um problema propriamente dito mas é!
Como ficamos sabendo depois que o Pery se foi, ele sofria de artrose há muitos anos e provavelmente desde pequenininho por causa das lambidas constantes nas patinhas. Como nunca imaginamos isso e não conversávamos sobre isso com o veterinário, nunca investigamos mais profundamente e sempre achamos ser somente stress pela nossa ausência em casa.
O Pery lambia tanto as patas que por muitas vezes tive que passar a pomada "quadriderm" nele para evitar que os machucados piorassem. Segundo a última veterinária dele, isso já era um indício de artrose e poderia ter sido tratada sem que chegasse onde chegou...
Eu acredito também que esse vício dele foi piorado por ficar sozinho, motivo pelo qual pegamos a Peny pra fazer companhia pra ele. As lambidas melhoraram muito, mas tinha dias, e isso já aqui em Brasília, que ele lambia compulsivamente... não conseguia parar de jeito algum até que eu intervia com alguma outra distração... nessas horas eu tinha muito medo dele se machucar quando não estivéssemos em casa...
Para evitar que outras pessoas sofram o que sofremos com o Pery, andei pesquisando o assunto, e seguem informações relevantes:
O surgimento dos distúrbios compulsivos ocorre quando o animal se encontra em situações de estresse, frustração, conflito, ansiedade ou falta de situações apropriadas para extravasarem sua energia. Quando juntamos estes fatores com o tempo e uma predisposição genética do animal, podemos considerar que existe um comportamento compulsivo. Esses comportamentos, como o de lamber em demasia suas patas, pode ser a forma que o animal encontrou para se acalmar.
A maneira como o dono lida com a situação pode contribuir muito para o problema persisti. Por isso, muita atenção! É importante saber que, brincadeiras, petiscos e carinho dados enquanto o cachorro se lambe podem recompensar o comportamento. Broncas diretas também podem significar atenção dada ao bicho. Se os donos se mostrarem ansiosos ou perturbados, isso pode também aumentar o estresse e ansiedade do cão.
Uma modificação ambiental pode ser de extrema importância, fazendo com que o animal gaste seu tempo interagindo de maneira adequada no local em que vive. Uma dica eficiente é esconder petiscos pela casa, a fim de estimular a investigação e exploração, ou então fornecer a refeição do animal dentro de uma garrafa PET, para que ele trabalhe para retirar os grãos de ração de dentro. (blog Dr Pet)

Se você faz tudo direitinho e seu cão continua com esse problema, consulte seu veterinário de confiança e peça a ele exames detalhados sobre a saúde óssea do seu cão.

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