Pery tinha um problema sério, além desse de ser curioso. Ele passava muitas horas do dia sozinho e captava toda energia da casa. Principalmente a minha... se eu estava feliz, assim ele ficava, se eu estava estressada.... pois é! E teve uma época em Curitiba que fiquei muito, mas muito estressada, além de sairmos muito cedo de casa e voltarmos muito tarde. O Pery absorvia toda essa energia e transformava em mutilação nele mesmo. Ele arrancava os pelos, se lambia muito até ferir.
Em casa conosco era um danado como sempre e era um monstro com os cobertores e edredons que dávamos a ele. Ou ele o fazia de "namorada" ou então arrancava pedaços e espalhava pela casa toda. Era a diversão dos dias mais solitários, acredito eu.
Num belo dia, conversando com o Dr. Wagner, ele sugeriu passarmos mais tempo com ele em casa ou arrumar uma companhia para o Pery para que ele pudesse se distrair enquanto sozinho. Só assim ele pararia de se mutilar e ficaria bem de novo.
Pensamos muito tempo nessa opção e resolvemos que, depois da Semana Santa de 2007 arrumaríamos uma vira-latinha pequena para fazer cia para nosso pequeno. Não me perguntem por qual motivo depois da Semana Santa, mas foi o que decidimos e assim foi...
Num belo domingo de sol e muito frio, esse era dia 29 de abril, fomos à Feira de Artesanato de Curitiba, como íamos sempre com nossa amiga Jeane. Andamos bastante até que numa determinada altura falamos que, se encontrássemos alguém doando um cãozinho aquele dia, levaríamos pra casa. Mal falei isso e Andy avistou uma pessoa lááááááa pra frente que doava dois filhotinhos de pintcher, um macho e uma fêmea. A fêmea pulou no meu colo. Tinha ela uma coloração amarela, as orelhinhas pequenininhas, patinhas do tamanho da minha tatuagem e um focinho tão preto que parecia pintado! Uma fofura... Na hora demos o nome dela de PENY - e o nick de Penélope. Era filha de mãe pintcher com pai... bem, pai é quem cria, não é mesmo??? Quase fiquei com o irmãozinho dela, mas tinha uma criança que prometera ficar com ele. Fui embora serelepe com minha mais nova "filha"enrolada numa mantinha e um pacotinho de ração doada pela ex-familia. Tinha ela 37 dias e era danadinha, queria já descer do colo e andar por tudo!!!
A chegada em casa foi super tranquila e o Pery logo foi se enturmar... o problema foi que a Peny foi direto se pendurar no saco dele, no rabo e orelhas... ele detestou ela de cara e passou a virar a cara pra nós! E agora???

Amiga, não acredito nisso! Que o Espírito Santo console o seu coração e o do Anderson! Também fiquei triste... Um beijo!
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